quarta-feira, 24 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Mañana

Hoy es usted el que mandaLo dijo, está dichoEs sin discusión, no?Toda mi gente hoy andaHablando bajitoMirando el rincón, vió?Usted que inventó ese estadoE ivuentó el inventarToda la oscuridadUsted que inventó el pecadoOlvidóse de inventarEl perdónA pesar de ustedMañana ha de serOtro díaYo quisiera saberDónde se va a esconderDe esa enorme alegriaCómo le va prohibirA ese gallo insistirEn cantarAgua nueva brotandoY la gente amándoseSin pararCuando llegue ese momentoTodo el sufrimientoCobraré seguro, juroTodo ese amor reprimidoEse grito mordidoEste samba en lo oscuroUsted que inventó la tristezaTenga hoy la finezaDe desinventarUsted va a pagarY bien pagadaCada lágrima brotadaDesde mi penarA pesar de ustedMañana ha de serOtro díaDaría tanto por verEl jardin florecerComo usted no queríaCuánto se va a amargarViendo al dia asomarSin pedirle licenciaCómo voy a reírQue el día ha de venirAntes de lo que usted piensaA pesar de ustedMañana ha de serOtro díaTendrá entonces que verAl día renacerDerramando poesiaCómo se va a explicarVer al cielo clarearDe repente, impunementeCómo va a silenciarNuestro coro al cantarleBien de frenteA pesar de ustedMañana ha de serOtro día

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

gosto de quê?

Saudades têm gosto de Sal, um gosto seco e duro.

Duro, mas facilmente se fragmenta nas mãos.

Soluto na água. Só luto fora da água.

Sem tempero não rola. Excesso ou falta também não.

Um famoso tempero não acertado, comentado...

Está claro. Há saudade. Sem idade.

Nesta base de identidade, caiu ácido e ficou só saudade.

Saudando a base forte, o ácido com respeito não respeita.

De graça, com graça, um riso um pouco salgado

Provoca o doce corpo preto alargando a praia,

Predizendo palavras salgadas. Pressentindo uma saudade.

Com alquimia pode se resolver. Solucionar o luto.

Da Inglaterra, um Sal Inglês. Com amargura um Sal amargo.

Pra resolver a brutalidade, com delicadeza uma pitada de Sal Ático.

Pra fertilizar uma pedra e nascer uma árvore, Sal Infernal.

Reanimar um desfalecido, Sal de Amônia nas narinas.

Nas portas dos aromas entram a salvação que deixará saudades.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Uma Célula Viva

Olha o outro lado da margem, como quem vê algum lugar muito longe.

Distante do presente está doente.

Não atravessou para o outro lado, nem tampouco conheceu as águas do rio.

Confuso nos caminhos tortuosos, cheio de nuances e extremos, tenta se desligar de tudo,

conectar-se com o todo.

Ainda vive o Amor – Doente.

A espera, a dor. O apego, a dor.


Precisa das águas corrente que correm os caminhos sem limite.

Conquistando espaço (tempo) movendo os laços.

Interferindo. Sentindo. Indo.

Conhecendo-se através da liberdade.

Deixando fluir os pensamentos. Mudar a paisagem.

Está em todos os lugares ao mesmo tempo.

Satisfação do Eu. Ama o Eu. Ama tudo.

Vive o Amor.


Livre atravessou a fronteira e tomou consciência da importância de se permitir.

Experimentar. Doar.

Clareia. Clareia. Vai de encontro ao Sol.

Esclarece as respostas de qualquer questão, pelo simples fato de sentir tudo.

Estar completo. Vê-se. Vê-te. Nos vê.

E tudo é perfeito nos movimentos imperfeitos de todos.

E tudo é completo. Íntegro.

Uma célula viva.

Vive o Supra – Amor.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Rota 13

E de repente abre se uma porta.
Na estrada novamente se abre esse peito que tanto sente,
mas não fala.
Só na estrada que essa cabeça consegue ver palavras,
nesses tantos pensamentos.
Autoridade em dizer que amo, sem esperar nada em troca ?
Nenhuma autoridade.
Na estrada não há regras. Leis. Nem da gravidade.
A porta que se abre é uma porta que não se fecha.
Como uma porta giratória, se mantém num movimento e vibração,
que agora voa.
As camadas se soltam, se levam e deixam se levar. Te levar.
Elevar o pensamento nas alturas e ter a visão da águia enquanto
esses pés tocam o chão.
Mesmo que flutue ... Vejo a sombra.
Mesmo que caia ... sinto o aroma.
E essa goma que masco, concentra o gosto gostoso do gostar
da vida. O gosto saboroso que é virar uma esquina desconhecida.
O desconhecido me vivifica.
E essa estrada é desconhecida. Esquecida. Querida. Só ida.