E de repente abre se uma porta.
Na estrada novamente se abre esse peito que tanto sente,
mas não fala.
Só na estrada que essa cabeça consegue ver palavras,
nesses tantos pensamentos.
Autoridade em dizer que amo, sem esperar nada em troca ?
Nenhuma autoridade.
Na estrada não há regras. Leis. Nem da gravidade.
A porta que se abre é uma porta que não se fecha.
Como uma porta giratória, se mantém num movimento e vibração,
que agora voa.
As camadas se soltam, se levam e deixam se levar. Te levar.
Elevar o pensamento nas alturas e ter a visão da águia enquanto
esses pés tocam o chão.
Mesmo que flutue ... Vejo a sombra.
Mesmo que caia ... sinto o aroma.
E essa goma que masco, concentra o gosto gostoso do gostar
da vida. O gosto saboroso que é virar uma esquina desconhecida.
O desconhecido me vivifica.
E essa estrada é desconhecida. Esquecida. Querida. Só ida.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
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